O ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a visita de seu irmão, o pré-candidato a deputado federal Renato Bolsonaro, em contexto de prisão domiciliar que o impede de movimentação livre desde março deste ano. O requerimento foi protocolado no sábado (5/9) e ainda aguarda análise judicial, enquanto a regra restritiva impõe severas limitações ao acesso ao paciente, permitindo apenas encontros com filhos, advogados e equipe médica, com exceção da suspensão de 90 dias das visitas de Flávio Bolsonaro. A revelia demonstrou prejuízo financeiro significativo em dois anos, conforme consta em documentos oficiais.
Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários da Solicitação
A apuração revelou que Renato Bolsonaro apresentou à Corte seu pedido de visitação ao STF com base em alegações de prejuízo financeiro de R$ 2,9 milhões nos últimos dois anos, diante de um patrimônio atual avaliado em apenas R$ 268 mil, incluindo aplicações de R$ 120,7 mil no Banco do Brasil, R$ 101 mil em CDB DI e R$ 44,1 mil no Bradesco, além de saldo de R$ 2.789,28 em conta corrente.
O caso se insere no marco jurídico que regula o acesso de presos e réus em tratamento domiciliar, onde o STF já havia estabelecido restrições rigorosas às visitas, suspendendo a liberdades de Flávio Bolsonaro por 90 dias após suspeita de tentativa de contrabando e conduta irregular durante encontro com o pai.
Renato Bolsonaro declarou ter perdido R$ 2,9 milhões em dois anos enquanto mantém patrimônio total de apenas R$ 268 mil, sendo o maior ativo um aplicativo de R$ 120,7 mil no Banco do Brasil.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A manifestação de Flávio Bolsonaro criticou o ministro Moraes como 'laranja podre' dentro do STF, reforçando desgaste entre familiares do ex-presidente e Poder Judiciário, enquanto a Justiça Federal segue analisando recursos que podem redefinir o acesso do irmão ao pai durante o período eleitoral.
A decisão final sobre o pedido de visitação deve ocorrer nos próximos dias, com possibilidade de reverter ou endurecer as restrições impostas, sob risco de sanções administrativas ou até mesmo abertura de processo por obstrução à ordem judicial.



