Em 30 de setembro de 2026, o técnico Pep Guardiola manifestou publicamente seu apoio incondicional ao Manchester City após a constatação formal pela Premier League de graves violações financeiras cometidas pelo clube entre 2009 e 2018, período durante o qual o Barcelona treinador acumulou seis títulos da Premier League, consolidando-se como figura central na história do futebol inglês.
Contexto Institucional e Apuração das Irregularidades Financeiras
A investigação conduzida pela comissão independente da Premier League apurou a existência de contratos comerciais simulados e esquemas contábeis fraudulentos que teriam inflado receitas e reduzido custos declarados em mais de 900 milhões de libras esterlinas ao longo da última década, configurando alegada violação das normas de sustentabilidade financeira da entidade.
O processo disciplinar, iniciado em 2019 e aprofundado com perícias contábeis rigorosas, abrangeu transações comerciais internas realizadas entre o Manchester City e seu proprietário, Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, visando distorcer os resultados financeiros para atender aos parâmetros estabelecidos pelo fair play econômico.
Mais de 900 milhões de libras esterlinas teriam sido desviadas por meio de contratos falsos e manipulação contábil durante o período investigado.
Repercussão Política e Desafios para a Governação do Clube
Ferran Soriano, presidente executivo do Manchester City, rejeitou categoricamente as conclusões da comissão independente em comunicado interno transmitido aos colaboradores em 29 de setembro, afirmando que 'as acusações não resistem à análise dos fatos verificáveis e carecem de fundamentação técnica', enquanto Pep Guardiola, em mensagem publicada na plataforma X, reiterou sua lealdade ao clube e à diretoria, destacando sua permanência como 'torcedor do Manchester City desde sempre'.
Especialistas em direito esportivo apontam que a decisão final cabe à Comissão Disciplinar da Premier League, que deve emitir sanções entre multas bilionárias e exclusão da competição continental, enquanto a diretoria do clube mantém postura defensiva, aguardando recurso formal junto à FIFA para contestar o veredito.



