Entre junho e julho, a audiência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) caiu drasticamente, com redução de 76,1% no número de usuários da Agência Brasil e de 58,6% nas visualizações, conforme dados oficiais obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Contextualização dos Indicadores de Audiência e Desempenho da EBC
A análise detalhada dos dados mensais, extraídos diretamente da base institucional e consolidada por meio de solicitação formal à LAI, revelou uma retração acentuada na demanda por conteúdos da Agência Brasil, cujo número de usuários recuou de 3,72 milhões em junho para 889 mil em julho, representando uma perda de 2,83 milhões de acessos em apenas um mês. As visualizações também despencaram de 6,69 milhões para 2,77 milhões, ou uma queda de 3,92 milhões em termos absolutos.
Antecedentes indicam que a EBC, ao ingressar com ação no Tribunal Superior Eleitoral para contestar as restrições impostas pelo defeso eleitoral, enfrentou rejeição judicial que impediu a reversão das medidas, agravando ainda mais o cenário já fragilizado pela redução drástica do público.
O impacto se estendeu à Radioagência Nacional, cujos usuários caíram de 542 mil para 259 mil (-52,2%) e visualizações de 842 mil para 496 mil (-41,1%), enquanto o conteúdo em idiomas estrangeiros também registrou retrações expressivas: -46,4% nas páginas em inglês e -52,4% nas em espanhol.
A Agência Brasil perdeu 76,1% de seus usuários entre junho e julho, equivalente à queda de 2,83 milhões de acessos em um único mês.
Consequências Jurídicas e Estratégicas da Contestação ao Defeso Eleitoral
A EBC formalizou recurso ao TSE para contestar as limitações ao seu veículo eletrônico durante o período eleitoral, mas a decisão desfavorável consolidou a validade das restrições impostas pelo órgão eleitoral, reforçando o caráter vinculante das medidas adotadas.
Especialistas apontam que a forte retração na audiência pode comprometer a eficiência institucional da estatal e exigir reestruturação estratégica para reconquistar o público após o término do período eleitoral.
O cenário sinaliza necessidade urgente de revisão na distribuição de conteúdo e na relação com os usuários finais para evitar maior isolamento institucional no longo prazo.



