O Show Elymar Santos, ocorrido em 17 de outubro no Bairro Jambu, em Ananindeua, reuniu o BOCA DE JAMBU — composto por Elymar Santos, Daniel, Castanheira e o Cordão dos Bajuladores — em evento de caráter oficial, evidenciando sua inserção no cenário cultural institucionalizado da região norte do país.
Contexto Institucional e Histórico da Realização Cultural
A apuração jornalística, realizada com base em registros oficiais da Prefeitura Municipal de Ananindeua e na documentação da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, constatou que a apresentação ocorreu em âmbito formal, com autorização prévia da Secretaria de Estado de Turismo e Cultura (SECTUR), confirmando seu caráter institucional e não meramente recreativo. O s organizadores destacaram a relevância do evento para a valorização da identidade cultural local, alinhando-se ao Plano de Desenvolvimento Cultural da Região Norte, que prioriza a promoção de manifestações artísticas autênticas como estratégia de fortalecimento do turismo sustentável.
Antecedentes indicam que o BOCA DE JAMBU já havia sido reconhecido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) em 2022 como Patrimônio Cultural Vivo do Estado do Pará, consolidando sua trajetória como referência na música popular paraense. A escolha de Jambu como palco reforça a lógica geográfica e simbólica: o bairro, historicamente associado à produção artesanal e à economia solidária, serve como escenario privilegiado para manifestações que dialogam com as raízes regionais.
O Show Elymar Santos consolidou-se como marco cultural ao reunir 3 mil pessoas em celebração à identidade paraense sob auspícios oficiais da SECTUR.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Futuro
A Procuradoria Regional do Cidadão no Pará abriu procedimento preliminar para apurar possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos vinculados ao evento, com base no art. 15 da Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações), após denúncia anônima que apontou ausência de pregão eletrônico na contratação dos serviços de logística e estruturação técnica.
Especialistas em gestão cultural apontam que a investigação pode gerar multa administrativa entre 10% e 50% do valor total aplicado ao projeto, além de eventual suspensão de repasses federais ao Município de Ananindeua, caso comprovada a irregularidade na tramitação do contrato.



