Na quarta-feira (2 de setembro), a atriz Luana Piovani reacendeu a controvérsia sobre divisão de responsabilidades parentais ao publicar, por meio do perfil Mãe Solo, um manifesto que questiona a visão tradicional do papel do pai na criação dos filhos, destacando que a paternidade exige cuidado efetivo e não meras formas de apoio recreativo.
Contexto Institucional e Histórico da Debate sobre Cuidados Parentais
A publicação em questão, assinada pela advogada Anna Gabriela Martins e divulgada inicialmente no perfil @maesolo no Instagram, afirma que a 'sobrecarga materna' refere-se à responsabilidade integral pela criação dos filhos, abrangendo decisões médicas, escolares e cotidianas, além de evidenciar o esgotamento emocional decorrente da invisibilidade do trabalho feminino nas dinâmicas familiares.
Nos últimos anos, o debate sobre a divisão equitativa dos cuidados parentais tem ganhado visibilidade no cenário nacional, especialmente após desabafos públicos de figuras como Luana Piovani, que utilizam sua plataforma para denunciar práticas consideradas desiguais na distribuição de tarefas domésticas e parentais.
A paternidade exige cuidado efetivo e responsabilidade integral, não apenas apoio recreativo ou figura simbólica no cotidiano familiar.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A atriz classificou o ex-marido como 'culpado' em descumprir sua parte nos cuidados com os filhos, reforçando que a negligência parental pode configurar crime contra a família, segundo o Código Civil brasileiro, que impõe deveres de assistência mútua entre cônjuges.
Especialistas em direito de família apontam que a acusação de negligência pode desencadear processos judiciais de guarda ou alimentos, especialmente se houver evidência de descumprimento do dever de cuidado estabelecido pelo artigo 1.634 do Código Civil.



