A Advocacia-Geral da União acionou, em 1º de outubro de 2023, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para investigar suposto financiamento internacional de uma agenda de extrema direita no Brasil, com base em relatório do The Guardian, envolvendo o envio de US$ 1 milhão por um fundo governamental dos Estados Unidos destinado a direitos humanos e democracia, três dias antes do primeiro turno das eleições.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A solicitação formalizada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, ocorreu sob a coordenação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após análise detalhada de reportagem jornalística que apontava para a possível utilização de recursos públicos americanos para apoiar organizações brasileiras com suposta finalidade de deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e interferir no debate político nacional.
O pedido decorre de alegações de violação aos princípios constitucionais de soberania e independência, já que o recurso oriundo do governo dos Estados Unidos teria sido canalizado por meio de um programa voltado à democracia e direitos humanos, cujas atividades no Brasil teriam como objetivo principal combater o que o relatório classifica como Lawfare e censura institucional.
Mais de US$ 1 milhão em recursos públicos americanos teriam sido encaminhados ao Brasil para apoiar iniciativas que contestam o STF
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A AGU sustenta que a operação configuraria ingerência estrangeira em assuntos internos, configurando crime contra a soberania nacional e violando dispositivos legais que vedam o financiamento ou subordinação de partidos políticos por agentes externos.
As autoridades envolvidas devem identificar os destinatários dos recursos no território brasileiro e os responsáveis pela operação, com possibilidade de abertura de inquérito por crime contra a administração pública e pela violação da ordem constitucional.



