O resultado das eleições de meio de mandato nos EUA pode redefinir a atuação do presidente Donald Trump no cenário internacional. Segundo o texto, líderes de Irã, Israel e Ucrânia observam se o revés eleitoral interno levará o presidente a buscar acordos diplomáticos ou a intensificar ações militares no exterior.
No Irã, a derrota republicana foi celebrada como um veredicto público contra a guerra, embora o líder supremo Mojtaba Khamenei tenha afirmado que quem acredita em mudanças na política americana está 'profundamente enganado'. Apesar disso, Teerã intensificou a diplomacia com mediadores do Catar e ofereceu abrir o Estreito de Ormuz caso Trump concordasse com suas condições.
Em Israel, o anúncio de corte abrupto na ajuda militar dos EUA causou preocupação. O ex-embaixador Michael Oren declarou que 'o único tema bipartidário no momento é a crítica a Israel' e que o país está no 'fim de uma era' nas relações com Washington, com riscos de bloqueio de vendas de armas e fim do compartilhamento de inteligência.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou esperança de que o resultado fortaleça o apoio dos democratas à defesa do país contra a Rússia. Kyiv avalia que não pode depender exclusivamente de Washington após meses de hostilidade e planeja desenvolver relações estáveis independentemente de quem esteja no poder.



