Em pleno desenrolar do fenômeno El Niño, que atinge o Brasil com intensidade muito forte entre setembro e novembro, a SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) implementa um plano estratégico de prevenção e resposta às arboviroses, com foco imediato nas regiões prioritárias Araçatuba, Bauru e São José do Rio Preto, onde a convergência de calor acima da média e precipitação intensa eleva o risco epidemiológico para dengue, chikungunya e zika.
Contexto Climático e Estruturação da Estratégia de Saúde
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte no período entre setembro e novembro, com previsão de temperaturas acima da média em todo o território nacional e chuvas acima da média em partes do estado de São Paulo, fatores que criam condições propícias para a proliferação do vetor Aedes aegypti e o aumento da transmissão das arboviroses; nesse cenário, a SES-SP definiu como prioritárias as regiões urbanas de Araçatuba, Bauru e São José do Rio Preto para reforço das ações preventivas, alinhadas ao Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde que prevê o fortalecimento da vigilância epidemiológica, o monitoramento constante dos indicadores e a preparação da rede assistencial para ampliar a demanda em caso de surto.
Nos primeiros meses do ano, entre a 1ª e a 35ª semana epidemiológica de 2026, São Paulo registrou 58.271 casos de dengue, representando queda acentuada de 93,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (855.132 casos em 2025), indicativo de que as medidas anteriores surtiram efeito, embora os novos padrões climáticos exigem reajuste imediato das estratégias para evitar retrocesso nos indicadores epidemiológicos.
Entre janeiro e maio de 2026, São Paulo contabilizou 58.271 casos de dengue, uma queda histórica de 93,2% frente ao mesmo período de 2025.
Repercussão Técnica e Diretrizes O peracionais
Segundo Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, a alternância entre períodos quentes e chuvosos favorece a proliferação do Aedes aegypti e amplia os riscos epidemiológicos; diante disso, o plano prevê o reforço da vigilância domiciliar com vistorias semanais nas residências e campanhas educativas para orientar a população na eliminação de recipientes com água parada.
As autoridades ressaltam que as medidas devem ser adaptadas conforme o nível de risco identificado em cada município, com ênfase na mobilização dos serviços de saúde para atender à eventual sobrecarga na procura por atendimento clínico e internações decorrentes das arboviroses nos próximos meses.



