João Victor Azeredo, de 18 anos, veio a falecer no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, após 15 dias de internação decorrentes de complicações de apendicite, em decorrência de suposta negligência no atendimento inicial, que incluiu altas prematuras e atrasos no diagnóstico definitivo.
Contexto Histórico e Desafios Diagnósticos no Atendimento Hospitalar
A apuração jornalística revelou que João procurou o hospital em 16 de setembro, às 15h, com fortes dores abdominais. Nas primeiras duas visitas, ele foi internado por 12 horas com medicamento intravenoso e submetido a duas ultrassonografias, mas recebeu alta antes da estabilização dos sintomas. Na madrugada do dia 17, houve atrito entre os cirurgiões sobre a necessidade de cirurgia imediata, com solicitação de nova ultrassonografia às 5h, realizada apenas às 10h, após a saída de um dos médicos.
O s antecedentes indicam que o jovem foi atendido três vezes no mesmo unidade hospitalar antes do desfecho trágico. O diagnóstico definitivo de apendicite só foi estabelecido na terceira visita, em 18 de setembro, quando a ruptura do apêndice já havia ocorrido, culminando em óbito 15 dias depois. A família denuncia falhas crônicas na comunicação entre os profissionais e na priorização do caso.



