A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Liberal e divulgada no sábado (29), revelou o grau de indecisão e as intenções de voto para a disputa pelo Senado Federal no Pará, onde cinco anos após a última eleição, 54 das 81 cadeiras serão renovadas com a eleição de dois senadores por estado e no Distrito Federal, exigindo que cada eleitor castigue dois candidatos distintos.
Diagnóstico Eleitoral e Metodologia da Pesquisa
A análise da pesquisa espontânea, realizada sem a exibição dos nomes aos entrevistados, indicou que 83% dos participantes estavam indecisos, incapazes de identificar um candidato preferencial, sinalizando uma fragilidade estrutural na definição de preferências partidárias no eleitorado paraense; já a versão estimulada, que apresenta a lista completa de candidatos e solicita duas escolhas — para as duas vagas do Senado — demonstrou uma distribuição mais definida, com o Delegado Éder Mauro (PL) liderando com 14% dos votos totais, seguido por Zequinha Marinho (Podemos) com 11% e Celso Sabino (PDT) com 7%, enquanto os demais candidatos somam percentuais marginalmente relevantes, totalizando uma intenção de voto que, ao considerar brancos, nulos e indecisos, atinge a marca de 12% do eleitorado.
O contexto institucional do Pará, marcado por disputas políticas acirradas e tradição de alternância entre partidos de centro-direita e esquerda, reforça a relevância do levantamento, que aponta não apenas a fragmentação do eleitorado, mas também a necessidade de campanhas mais estratégicas para convencer os indecisos em um cenário onde a renovação de 54 cadeiras em 2026 demandará mobilização efetiva de bases partidárias e alianças táticas.
Com 83% dos eleitores indecisos na versão espontânea da pesquisa, o Pará demonstra um eleitorado ainda em plena construção de preferências políticas para as eleições de 2026.
Repercussões Políticas e Desafios para os Partidos
As principais legendas políticas reagiram ao levantamento com cautela: enquanto o PL reforçou a trajetória de crescimento de Éder Mauro como estratégia viável para reconquistar o eleitorado fluminense e paraense, o Podemos mantém Zequinha Marinho como bandeira de renovação política, apostando na imagem de governador e na capacidade de atrair eleitores centristas; por outro lado, partidos como PSOL e UP mantêm posições periféricas no mapa eleitoral, com Gizelle Freitas e Fernanda Lopes somando apenas 3% no total, evidenciando a dificuldade de penetrar em um cenário dominado por nomes com maior visibilidade institucional.
A expectativa é que os partidos utilizem os dados para redefinir estratégias de coligações e definição de pré-candidatos, especialmente diante da necessidade de convencer os 83% ainda indecisos na pesquisa espontânea — um grupo estratégico que pode definir o rumo da disputa pelo Senado no Estado mais do que qualquer outro fator.



