O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, em discurso público na segunda-feira (24/8), sua determinação de que o fim da escala 6×1 deve ser aprovado no Congresso Nacional sem prejuízo ao salário dos trabalhadores, consolidando o esforço governamental de transformar uma demanda histórica em política estatal. A PEC que regulamenta essa mudança foi oficialmente despachada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em 21 de agosto, após reunião com Lula que reabriu o canal de diálogo entre os dois poderes, encerrando um período de tensão institucional desde abril.
Contexto Institucional e Histórico da PEC do Fim da Escala 6×1
A proposta de emenda à Constituição foi submetida à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 21/8, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, autorizar sua tramitação mediante compromisso de retomada do diálogo com o Palácio do Planalto, conforme evidenciado em reunião realizada na semana anterior. A CCJ, órgão decisório para análise constitucional da matéria, tem sessão marcada para 3 de setembro, data que marca o início formal da apreciação jurídica da PEC, embora líderes do Senado reconheçam risco de extensão da votação para além das eleições de outubro, segundo avaliação de parlamentares com atuação nas comissões permanentes.
Nos bastidores do Senado Federal, parlamentares de aliança com a base bolsonarista têm articulado estratégias para postergar a votação da PEC até o pleito eleitoral, com foco em projetos paralelos como o PL 2158/2023, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RJ), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), visando manter a jornada 6×1 como questão simbólica de agenda conservadora.
A PEC que visa abolir a escala 6×1 segue em tramitação na CCJ do Senado com sessão marcada para 3 de setembro e risco de extensão para além das eleições de outubro.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O governo federal mantém posição unificada na defesa da aprovação da PEC sem redução salarial, com Lula reforçando que 'o povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos', conforme registrado em publicação oficial no X (antigo Twitter). A bancada oficialista no Senado sinaliza apoio à tramitação imediata, enquanto líderes como Alcolumbre destacam que a retomada do diálogo institucional foi condição sine qua non para a abertura do processo legislativo.
Parlamentares bolsonaristas têm articulado resistência à proposta, com destaque para o senador Rogério Marinho (PL-RJ), que defende a manutenção da escala 6×1 como forma de preservação da tradição familiar e crítica ao que classifica como 'intervenção estatal excessiva' na vida privada dos trabalhadores.



