Na manhã de quarta-feira, 24 de julho, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reconheceu, em entrevista coletiva aos meios de imprensa, ter sido surpreendido pela decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o voto para abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Contexto Institucional e Antecedentes do Julgamento no STF
A expectativa dos aliados de Flávio Bolsonaro era de que o magistrado, junto com Luiz Fux, André Mendonça e Edson Fachin, votassem pela abertura da investigação que analisa suposto vínculo entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, empresa investigada por movimentações financeiras suspeitas e potenciais vínculos com atores políticos.
O desdobramento ocorreu após a relatoria de Alexandre Vieira, que moveu ação para instaurar CPI contra Moraes e Toffoli, e após intensas buscas ao STF que superaram até mesmo o volume de pesquisas relacionadas a eventos esportivos durante a sessão extraordinária que analisou o caso.
A tendência é que Alexandre de Moraes saia menos enfraquecido do que calculado pela campanha eleitoral após um voto a menos no julgamento decisivo do STF.
Repercussão Política e Estratégias Jurídicas Pós-Julgamento
Flávio Bolsonaro declarou que o presidente Lula da Silva dividiu seu poder com Alexandre de Moraes, afirmando que o governo atual governou ao lado de uma parte do STF que descumpriu a lei, configurando um desequilíbrio institucional apodrecido.
O s ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo, enquanto Cármen Lúcia permanece como voto incógnito, fato que pode determinar se Moraes será investigado ou não com plenitude.



