Na quarta‑feira, 21 de setembro, uma vulnerabilidade crítica em PHP, linguagem de programação que sustenta cerca de 70 % da internet global, provocou a paralisação de serviços digitais governamentais em vários países, entre eles o Brasil, onde o SEI foi retirado temporariamente do ar.
Contexto Institucional e Histórico da Falha
A Fundação PHP divulgou, no mesmo dia, correção para o bug conhecido como PHP2Shell, que possibilitava o acesso não autorizado à memória dos servidores e à leitura de dados sensíveis, incluindo senhas; equipes da O penAI, da empresa de segurança Wiz (controlada pelo Google) e de outra firma de cibersegurança identificaram a vulnerabilidade após análise de padrões de tráfego suspeitos e milhões de tentativas de exploração registradas por provedores de nuvem.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil acionou o Ctir. Gov, coordenador de prevenção e resposta a incidentes cibernéticos do governo federal, para emitir alerta a todas as unidades tecnológicas do Poder Executivo, orientando a retirada preventiva do SEI entre 12h15 e 22h05 (horário de Brasília) e a atualização imediata para a versão corrigida do PHP.
A falha atingiu cerca de 70 % dos sites globais, provocando interrupção em serviços digitais governamentais em quatro países.
Repercussão Jurídica e O peracional dos Procedimentos
A Anatel confirmou que a retirada do SEI foi medida estritamente preventiva, alinhada a recomendações internacionais, e que não foram registrados indícios de invasão efetiva; após a correção, a agência restaurou o sistema, que voltou a operar normalmente sem intercorrências.
O Ministério da Gestão e da Inovação informou que o GOV. BR permaneceu íntegro e que as equipes de segurança cibernética continuam avaliando os efeitos da correção em todos os sistemas afetados, com foco na consolidação da atualização e na garantia de disponibilidade total dos serviços públicos.



