O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), recebeu uma ligação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na manhã de quarta-feira (28) para discutir caminhos de redução das tensões entre o Congresso, o Executivo e o Judiciário após as eleições.
Em declaração à CNN, Otto Alencar negou que a conversa envolveu propostas de anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo textualmente: “Não tem discussão sobre indulto e anistia”.
O senador reiterou que já havia defendido anteriormente um entendimento político com Alcolumbre, mas mantém sua posição contrária a medidas que beneficiem condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.
A movimentação surge após relatos de que Alcolumbre avalia liderar uma articulação nacional pela pacificação, possivelmente incluindo indulto a Bolsonaro e anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos, embora interlocutores do presidente do Senado digam que as conversas são preliminares e não há acordo definido.
Uma fonte próxima a Alcolumbre apontou que o senador busca superar crises envolvendo Lula, Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, sem definição sobre formato de iniciativa, e negou ligação das conversas com a eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2027.
O contexto inclui as articulações de Alcolumbre para permanecer no comando da Casa, enquanto a oposição trabalha em candidatura alternativa com bandeira do impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes.
O governo Lula também resiste à anistia; em janeiro, o presidente vetou integralmente projeto da dosimetria aprovado pelo Congresso que reduzia penas de condenados pelos atos antidemocráticos e poderia beneficiar Bolsonaro.



