A pesquisa BTG/Nexus, realizada por telefone entre 25 e 27 de setembro junto a 2.000 eleitores evangélicos com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, revelou que a economia e as acusações de corrupção são os pilares decisivos para a preferência presidencial desse segmento, que representa uma parcela significativa do eleitorado nacional e demonstra profile altamente estratégico no segundo turno.
Contexto Institucional e Análise Quantitativa da Pesquisa
O levantamento, conduzido pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, identificou que 37% dos evangélicos consideram a situação econômica do país o fator primordial para seu voto, enquanto 33% atribuem prioridade às investigações em curso sobre corrupção, evidenciando uma dualidade entre interesses materiais e éticos que estrutura a consciência eleitoral do segmento.
As demais dimensões também se fazem presentes no mapa de decisões: 27% destacam a saúde pública como critério relevante, 26% priorizam a segurança, e apenas 9% permanecem indecisos ou silenciosos, indicando um eleitorado atento, mobilizado e disposto a traduzir percepções setoriais em escolhas políticas concretas.
37% dos evangélicos apontam a economia como fator principal para seu voto presidencial, evidenciando o peso do custo de vida sobre a adesão partidária tradicional.
Repercussão Política e Desafios da Agenda Evangélica
As declarações de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, reforçam que o eleitor evangélico combina vigilância ao custo de vida com exigência ética em face de denúncias de corrupção, demandando narrativas que conciliem eficiência econômica com credibilidade moral para captar sua adesão.
Diante desse cenário, os partidos políticos enfrentam o desafio de articular propostas que articulem crescimento sustentável e combate à impunidade, sob pena de perderem terreno em um bloco que detém influência decisiva nas urnas.



