Na madrugada de 30 de setembro, Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi baleado em Taubaté após uma discussão de trânsito na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, quando o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de O liveira disparou cerca de cinco tiros contra o estudante dentro do próprio veículo, culminando em óbito imediato.
Contexto da Investigação e Desdobramentos Judiciais
A apuração do Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou que o policial militar, então em licença não remunerada, abordou a vítima sem motivo aparente, quebrou o vidro do carro com o cotovelo e efetuou os disparos enquanto Bruno permanecia no interior do veículo, sem resistência ou ameaça aparente.
O exame pericial realizado no Instituto Médico Legal (IML) confirmou a trajetória das balas e as circunstâncias da morte, enquanto a Justiça determinou a prisão preventiva do réu após recurso da Promotoria, que argumentou que as medidas cautelares anteriores comprometiam a ordem pública.
O réu disparou cinco tiros contra Bruno San Juliano dentro do carro, mesmo sem que a vítima tivesse saído do veículo ou feito qualquer ameaça.
Repercussão Legal e Desafios ao Sistema de Segurança Pública
O MPSP manteve a denúncia formal contra Marcos Paulo e exigiu que seu julgamento seja realizado pelo Tribunal do Júri, considerando as medidas cautelares iniciais — recolhimento domiciliar noturno e suspensão do porte de arma — como insuficientes para garantir a segurança pública.
Com a decisão da desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti em 7 de outubro, o militar foi recolocado em prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes após exame pericial no IML, reforçando o caráter excepcional do caso.



