Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, encerrando o ciclo de alta dos juros e fixando-a em 13,75% ao ano, em movimento que reflete o arrefecimento da dinâmica econômica nacional e a moderação inflacionária observada nos últimos ciclos.
Contexto Institucional e Antecedentes da Decisão Monetária
A condução da política monetária pelo Banco Central, sob a alçada do Copom, consolidou-se como referência técnica na gestão da taxa básica de juros, com a redução anunciada sendo antecipada pelas projeções de mercado e refletindo um panorama de desaceleração econômica e controle parcial da inflação.
A análise dos núcleos inflacionários apontou para a entrada da média dos preços dentro da banda de flutuação permitida, embora ainda distante do patamar de equilíbrio desejado, enquanto a inflação de serviços permanece acima do teto da meta, exigindo atenção redobrada por parte do colegiado.
A Selic foi ajustada para 13,75% ao ano, marcando o primeiro recuo em relação à taxa anterior após um período prolongado de manutenção em patamares elevados.
Repercussão Técnica e Desdobramentos Econômicos
A economista-chefe da KAT Investimentos, Elisa Machado, destacou que a decisão seguiu com alta probabilidade (acima de 90%) as expectativas do mercado, ao mesmo tempo em que alertou para os riscos geopolíticos e climáticos que podem pressionar os preços nos próximos meses.
Ela enfatizou que a política fiscal expansionista historicamente adotada no Brasil exige que a taxa de juros permaneça em patamares mais altos para compensar o desequilíbrio estrutural, enquanto o diferencial cambial reduzido e os movimentos externos nos juros globais criam cenário volátil para os investidores.



