O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña, após a Câmara dos Deputados já ter dado seguimento ao processo na quinta-feira (6). A medida está relacionada ao escândalo envolvendo o banco Ueno, que fechou suas portas na terça-feira (3) depois que o Banco Central iniciou um processo de liquidação da instituição ao constatar um déficit em seus índices de solvência.
Peña, que é economista e assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do banco até março do ano passado. O Ueno contava com cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
O presidente não compareceu ao Congresso nesta sexta-feira para se defender, apesar de ter anunciado anteriormente que faria isso, sendo representado por seus advogados. Ele também havia cogitado renunciar ao cargo, mas a medida exigiria aceitação dos parlamentares.
Opositores e alguns integrantes do partido do presidente defendiam o impeachment para que Peña perdesse o foro privilegiado. A oposição acusa o chefe de Estado de conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários.



