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Política

MPSP abre 100 inquéritos por fraudes em aditivos de estradas rurais paulistas

PorVinicius PassarelliVerificadoOrtografia IAPublicado Há 55 min
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MPSP abre 100 inquéritos por fraudes em aditivos de estradas rurais paulistas
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e órgãos oficiais acompanham os desdobramentos do tema apurado.
  • Os registros, decisões e dados centrais foram confirmados formalmente.
  • Medidas institucionais e regulatórias permanecem em curso e sob monitoramento.
Resumo Editorial

O MPSP investiga desvios de R$ 50 milhões em 100 aditivos contratuais do programa Melhor Caminho, envolvendo três servidores públicos e indícios de sobrepreço em obras rurais paulistas.

O Ministério Público de São Paulo consolidou mais de 100 ações civis públicas contra aditivos contratuais do programa Melhor Caminho, que destinam recursos a melhorias em estradas rurais, levantando suspeitas de prejuízos estimados em dezenas de milhões de reais e envolvendo ex-servidores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Apurações Judiciais e Contextualização do Programa

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelaram indícios de irregularidades em cerca de 150 aditivos contratuais assinados no final de 2022 durante o governo de Rodrigo Garcia, com foco em desvios de finalidade e possível sobrepreço em serviços de pavimentação e sinalização rural, conforme denúncia inicial da Secretaria de Agricultura e posteriormente reforçada por relatório técnico elaborado pela equipe do ex-secretário Antônio Junqueira, que foi substituído por Guilherme Piai (Republicanos) após questionamento interno sobre a consistência dos contratos.

O desdobramento investigativo seguiu com o registro de 147 inquéritos abertos — um para cada aditivo suspeito — dos quais 86 estavam ativos até a tarde do dia 22 de setembro, incluindo os ex-chefes Ricardo Lorenzini Bastos e Henrique Fraga, além do ex-secretário Francisco Maturro, totalizando um polo passivo composto por três servidores públicos acusados de participar ativamente da negociação e execução dos contratos sob escrutínio da Controladoria-Geral do Estado (CGE-SP), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e do próprio MP.

Ponto de Destaque

Mais de 100 ações civis públicas foram abertas pelo Ministério Público para apurar desvios em aditivos contratuais do programa Melhor Caminho, que mobilizam prejuízos estimados em R$ 50 milhões aos cofres estaduais.

Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento informou que concluiu suas apurações internas sobre os aditivos, encaminhando os relatórios à CGE-SP, à PGE e ao MP para eventual adoção de medidas, além de confirmar a exoneração dos servidores investigados, enquanto a defesa de Francisco Maturro e Henrique Fraga ainda aguarda manifestação formal; o caso também gerou polêmica ao apontar possível conflito de interesses na defesa de Ricardo Lorenzini Bastos, tido como chefe de gabinete na época dos fatos e alvo de bloqueio judicial de bens determinado pela Justiça.

As investigações seguem em fase avançada, com o MPSP indicando que novas diligências serão realizadas em 2025 para aprofundar a apuração sobre a legalidade dos pareceres técnicos utilizados para justificar os contratos, enquanto o TCE-SP já havia solicitado a devolução de R$ 482 mil em valores liberados indevidamente e identificou bloqueios de bens que chegam a R$ 7 milhões em fraudes relacionadas ao mesmo programa.

Atenção / Ponto Crítico
O MPSP deve até o final de 2025 formalizar denúncias criminais com base nas investigações, sob pena de prescrição dos crimes contra a administração pública previstos no Código Penal.

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