Senador viajou acompanhado da esposa e das duas filhas. Segundo o órgão oficial, a família embarcou cerca de 40 minutos depois em um voo privado com destino declarado ao Equador
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou no país às 22h50 de terça-feira (27), acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas, Carolina e Luiza. A informação foi divulgada pelo órgão oficial na madrugada desta quarta-feira (28), após versões divergentes sobre o paradeiro do parlamentar.
Segundo o comunicado, a família cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. O órgão informou que os quatro apresentaram documentos válidos para a viagem e não tinham impedimentos legais para entrar no país.
Voo privado seguiu para o Equador
De acordo com a autoridade migratória argentina, às 23h30 de terça-feira, cerca de 40 minutos após a entrada no país, Flávio e os familiares embarcaram em um avião privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino registrado no plano de voo era Guayaquil, no Equador.
A confirmação oficial esclareceu parte da cronologia da viagem, que havia sido alvo de informações contraditórias ao longo de terça-feira. Durante o dia, circularam relatos de que o senador já teria deixado o Brasil e chegado aos Estados Unidos. O registro migratório argentino, porém, indica que ele ainda estava em território brasileiro até a noite.
Viagem ocorre após decisão do STF
A viagem aconteceu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Flávio entregasse seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os documentos brasileiros do parlamentar foram cancelados após o descumprimento do prazo de entrega. A confirmação da entrada na Argentina, entretanto, não esclarece qual documento foi apresentado no controle de fronteira nem resolve, por si só, as questões jurídicas relacionadas à viagem.
O comunicado argentino também não confirma o destino final da comitiva após a passagem pelo Equador. Embora informações divulgadas pela imprensa apontem os Estados Unidos como possível destino posterior, o plano de voo citado pela autoridade migratória indicava Guayaquil.



