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Polícia

Delegado da PF afastado investiga assassinato de Marielle e crise no caso Salles

PorEduardo MilitãoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 35 min
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Delegado da PF afastado investiga assassinato de Marielle e crise no caso Salles
Fatos Rápidos da Notícia
  • Delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal, foi afastado por ordem do ministro do STF André Mendonça
  • Almada assumiu o cargo de superintendente da Polícia Federal no Amazonas em 2023, substituindo Alexandre Saraiva
  • A PF indiciou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão após acordo de colaboração premiada com Ronnie Lessa
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

O delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal, foi afastado do cargo por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, em decisão que reforça o caráter institucional da apuração sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e a investigação em curso contra o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles. O afastamento ocorre após a nomeação de Almada como superintendente da PF no Amazonas em 2023, substituindo Alexandre Saraiva, e antecede o indiciamento dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, suspeitos de envolvimento no crime, com base em colaboração premiada firmada com Ronnie Lessa.

Contexto Institucional e Desenvolvimento das Investigações

O afastamento de Leandro Almada, que assumiu a direção de Inteligência da Polícia Federal após passagem destacada na investigação do homicídio de Marielle Franco — ocorrido em 2018 e ainda sob análise por obstrução de justiça — foi determinado com base em decisão técnica do ministro André Mendonça, que entende que sua permanência no cargo poderia comprometer a isonomia das investigações em curso.

Além do envolvimento direto com o caso Marielle Franco, Almada também participou ativamente da representação enviada pelo então superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, ao STF para abertura de inquérito contra o ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, evidenciando sua atuação estratégica no combate à impunidade em fatos de alto impacto político e institucional.

Ponto de Destaque

A PF indiciou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão após a colaboração premiada de Ronnie Lessa, revelando nova fase decisiva na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Institucionais

A decisão de suspender Leandro Almada foi recebida com equilíbrio por órgãos da segurança pública, que destacam a necessidade de preservar a credibilidade institucional diante de investigações sensíveis e eventuais pressões políticas, O Ministério Público Federal já sinalizou a continuidade das investigações sobre o caso Marielle Franco, enquanto o STF aguarda manifestação formal sobre a admissibilidade das provas obtidas sob coordenação anterior de Almada no Amazonas.

Especialistas apontam que o afastamento pode gerar impacto na condução futura da PF no Amazonas e na dinamização de operações sigilosas relacionadas a organizações criminosas com conexões políticas ou ambientais.

A próxima etapa inclui a designação de novo dirigente para a Diretoria de Inteligência (DIN) e a consolidação dos indícios contra os Brazões, que podem culminar em julgamento oral no STF ou em acordo judicial dependendo da colaboração efetiva.

Atenção / Ponto Crítico
A decisão do STF abre caminho para nova nomeação na DIN da PF e pode acelerar decisões sobre os indícios apresentados contra os irmãos Brazão até 30 dias após formalização.

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