Na noite de quinta-feira, 10 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou a derrubada do sigilo da investigação do Banco Master, autorizando o ministro relator André Mendonça a entregar na próxima terça-feira, 15 de setembro, um HD contendo todos os procedimentos inquéritos antes da sessão extraordinária prevista para julgamento.
Desmonte do Sigilo e Requisitos de Transparência no STF
A decisão, divulgada oficialmente por meio de despacho assinado pelo presidente da Corte, responde à Petição 16.662, originada da Pet 15.556, que foi incluída no calendário da sessão destinada ao exame do caso, ampliando o acesso dos ministros ao material antes do julgamento e reduzindo gradativamente o nível de restrição sobre os documentos vinculados ao inquérito.
A iniciativa reforça a transparência institucional ao permitir que os magistrados analisem integralmente os autos, inclusive as diligências que não sejam indispensáveis à própria execução da operação, sem antecipar posicionamento sobre a validade das acusações ou mérito da denúncia.
A medida autoriza acesso total dos ministros do STF aos documentos antes do julgamento, sem prever antecipação sobre a decisão final sobre as suspeitas.
Repercussão Jurídica e Estratégia de Preparação para o Julgamento
A comunicação formal do ministro André Mendonça à Presidência da República e aos gabinetes de todos os magistrados exige o envio em HD próprio da íntegra dos procedimentos ou dos elementos diretamente relacionados ao caso Master, sob pena de descumprimento da ordem judicial.
Profissionais jurídicos apontam que a desclassificação se insere em um contexto de intensificação dos debates sobre sigilo processual e direitos de defesa no âmbito do STF, com possíveis efeitos reverberantes em futuras investigações de alta complexidade.



