No âmbito do 2º Juizado Especial Criminal de Brasília, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) formalizou denúncia contra o senador Magno Malta por agredir fisicamente uma técnica de enfermagem durante procedimento clínico no Hospital DF Star, em 28 de agosto, fato que gerou debate sobre condutas em ambientes hospitalares e responsabilidades profissionais.
Contexto Institucional e Histórico da Denúncia
A apuração revelou que a técnica de enfermagem, ao identificar extravasamento de contraste no braço do senador durante exame de angiotomografia, orientou a necessidade de compressão imediata; ao se aproximar para prestar auxílio, Magno Malta desferiu um forte tapa no rosto, entortando seus óculos, conforme constatado na denúncia apresentada em 28 de agosto.
O caso já havia passado por análise inicial quando o termo circunstanciado da denúncia contra a profissional foi arquivado em 21 de julho pela Justiça do Distrito Federal, com fundamento no entendimento de que não existiam elementos mínimos que comprovassem falha na prestação de cuidado, decisão esta sustentada pelo Ministério Público após exame dos registros médicos e laudos periciais.
O MP pede a condenação de Magno Malta por danos materiais e morais à vítima, com valor reparatório definido pelo juiz.
Repercussão Jurídica e Institucional
A presidente da Associação Brasileira de Enfermagem do Distrito Federal (ABEn-DF), Karine Fonseca, afirmou que o episódio será submetido à análise jurídica rigorosa, reforçando a necessidade de preservação da integridade física e ética dos profissionais de saúde em todas as instituições.
A defesa do senador, por sua vez, nega qualquer agressão física e sustenta que não há laudo pericial que comprove lesão compatível com a acusação, mantendo que o senador acionará seu direito de defesa para esclarecer os fatos perante a Justiça.



