Dez dias antes do primeiro turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram a estratégia de voto útil, buscando captar eleitores indecisos para consolidar vantagem na disputa presidencial, conforme revelado pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 23 de setembro, que apontou Lula com 45,8% das intenções de voto e Flávio com 43,4%, representando ganhos de 1,7 ponto percentual para cada candidato.
Contextualização da Estratégia de Voto Útil e Dinâmicas Eleitorais
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, realizada com amostragem representativa nacional e divulgada em 23 de setembro, indicou que Lula subiu de 44,1% para 45,8% nas intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 41,7% para 43,4%, consolidando uma vantagem estratégica para os dois principais candidatos num contexto de polarização acirrada.
Contrariamente a candidatos como Caiado, Cury, Renan Santos e Zema, que registraram quedas nominais em suas intenções eleitorais, Lula e Flávio ampliaram sua concentração para 89,2% do total das intenções de voto, sinalizando uma realocação de eleitores em direção aos favoritos no último momento da campanha.
O aumento de 1,7 ponto percentual em Lula e Flávio reflete uma mobilização focada na retenção da base partidária e na atração de eleitores que priorizam a viabilidade eleitoral sobre a fidelidade programática.
Lula e Flávio avançaram para 89,2% do total das intenções de voto após ganho de 1,7 ponto percentual cada um na reta final da campanha.
Repercussão Política e Reações dos Agentes Eleitorais
Em resposta à ofensiva de voto útil liderada por Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas defendeu o pragmatismo eleitoral ao solicitar que os apoiadores migrassem para o candidato do PL visando barrar Lula no segundo turno.
Durante transmissão ao vivo no YouTube em 23 de setembro, Flávio Bolsonaro convocou diretamente eleitores com outros candidatos a apoiarem sua candidatura, enquanto senadora Tereza Cristina (PP-MS) e senador Rogério Marinho (PL-RN) reforçaram o apelo pelo voto estratégico no primeiro turno.
As campanhas adversárias mantêm monitoramento apurado das movimentações entre eleitores indecisos, com o Datafolha revelando que 43% dos eleitores de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema declararam apoio potencial a Flávio no segundo turno contra Lula.
O PT adotou postura defensiva ao priorizar a mobilização da base em estados como Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco, além de campañas voltadas à preservação do comparecimento entre eleitores de menor renda.


