O acidente ferroviário registrado na quarta-feira (28) na província de Toledo resultou na morte de 69 pessoas e desferiu um duro golpe na campanha de reeleição do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O episódio ocorre nove meses após outro acidente fatal na mesma linha, gerando críticas sobre a falta de investimento na infraestrutura ferroviária durante seu governo.
Sánchez visitou o local da tragédia e afirmou que o incidente será investigado, prometendo corrigir eventuais falhas identificadas. Ele destacou que é inaceitável que a Espanha sofra dois acidentes de alta velocidade no mesmo ano e se comprometeu a reforçar a segurança para restaurar a confiança no sistema.
A matéria destaca que o caso da idosa Maricarmen Abascal, despejada de sua residência após mais de 70 anos e posteriormente falecida, havia impulsionado protestos contra a crise habitacional e motivou a convocação de eleições antecipadas para 29 de novembro. O acidente agora força uma mudança de tom na campanha do premiê.
Opositores, como Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular, e Santiago Abascal, do Vox, exigiram apuração de responsabilidades e criticaram a gestão da infraestrutura. Durante protestos em Madri, manifestantes pediram a renúncia do governo, enquanto o ministro dos Transportes, Óscar Puente, defendeu que o sistema ferroviário é confiável e seguro.



