Na manhã de 7 de setembro, milhares de pessoas compareceram à Igreja O rtodoxa de São Lucas no Rio de Janeiro para prestar homenagens ao corpo do ex-comandante militar sérvio-bósnio Ratko Mladic, conhecido como 'açougueiro da Bósnia', que foi velado por cinco horas antes do sepultamento local.
Contexto Histórico e Procedimentos O ficiais
A cerimônia, organizada pelo filho de Mladic, reuniu veteranos de guerra, apoiadores nacionalistas e figuras ligadas ao espectro político sérvio, em um ato que gerou imediata condenação da União Europeia, que classificou qualquer celebração oficial do ex-comandante como incompatível com os princípios democráticos e de direitos humanos.
O funeral foi inicialmente anunciado com honras de Estado pelo ministro da Justiça sérvio Nenad Vujic, mas o presidente Aleksandar Vucic revogou a decisão sob pressão diplomática europeia, afirmando que o evento obedeceria exclusivamente à vontade da família, em gesto que evidenciou a tensão entre soberania nacional e exigências internacionais.
O corpo do ex-comandante 'açougueiro da Bósnia' foi velado por cinco horas na Igreja O rtodoxa de São Lucas diante de milhares de presentes.
Repercussão Diplomática e Consequências Jurídicas
A comissária europeia Marta Kos cancelou uma visita prevista a Belgrado em 3 de setembro, alegando incompatibilidade entre a exaltação da morte de Mladic e os valores fundamentais da União Europeia, reforçando a postura institucional da blocagem em defesa dos direitos humanos.
O recuo do governo sérvio configurou um episódio raro na diplomacia balcânica, evidenciando a influência da pressão multilateral sobre decisões domésticas e levantando questionamentos sobre a autonomia do Estado em processos de memória histórica e justiça transnacional.



