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Política

PF identifica presidente de Docas do Pará como chefe de esquema de desvio de R$ 1,2 milhão

PorGiovanna SfalsinVerificadoOrtografia IAPublicado Há 51 min
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PF identifica presidente de Docas do Pará como chefe de esquema de desvio de R$ 1,2 milhão
Fatos Rápidos da Notícia
  • O presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), Jardel Rodrigues da Silva, é apontado como líder e principal beneficiário de esquema de desvio de recursos públicos, cobrança de propina e direcionamento de contratos
  • Foram apreendidas duas malas contendo R$ 1,2 milhão em espécie durante a Operação Sonar, deflagrada em 15/9, em Belém (PA)
  • A Justiça determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e a quebra de sigilos bancário e fiscal de 35 investigados
Resumo Editorial

A O peração Sonar revelou desvio de R$ 1,2 milhão na CDP, com presidente Jardel Rodrigues da Silva como líder, configurando esquema de propina e bloqueio de R$ 17 milhões em bens.

A O peração Sonar, deflagrada pela Polícia Federal em 15 de setembro, revelou um esquema de corrupção na Companhia Docas do Pará (CDP) que movimentou R$ 1,2 milhão em espécie, apreendida em duas malas durante diligências realizadas em Belém, PA, e que aponta o então presidente da estatal, Jardel Rodrigues da Silva, como líder e principal beneficiário de desvio de recursos públicos e cobrança de propina.

Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração

A investigação conjunta entre a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal revelou que o esquema de corrupção se estruturou na cúpula da CDP a partir da posse de Jardel Rodrigues da Silva como presidente em 31 de julho de 2023, quando passou a centralizar a liberação final de faturas na Diretoria da Presidência (Dirpre) e no gerenciador bancário, desviando recursos por meio da exigência de propina em dinheiro vivo, conforme documentos obtidos pela coluna.

O esquema envolvia a retenção de faturas já aprovadas como mecanismo de pressão sobre fornecedores, com cobrança de 20% a 30% do valor total devido em espécie, registrada em uma planilha de Excel utilizada para contabilizar os valores extorquidos, conforme apurado pela CGU e pelo MPF.

Ponto de Destaque

Foram apreendidas duas malas contendo R$ 1,2 milhão em espécie durante a O peração Sonar, marcando um dos maiores achados em espécie na história recente das investigações federais no Pará.

Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados e do afastamento imediato de 12 servidores da CDP, que perderam o acesso aos sistemas e ao contato com fornecedores suspeitos.

A CGU confirmou que os pagamentos irregulares aumentaram significativamente após a posse do presidente, com prazos que passaram de médias curtas no primeiro semestre de 2023 para uma média de 57 dias após a criação do novo processo na presidência.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça determinou o bloqueio judicial dos bens investigados até decisão final sobre a responsabilidade criminal.

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