Em meio à tensão entre poderes legislativo, executivo e sindicatos, a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa do DF impôs à Secretaria de Transporte e Mobilidade um prazo de 10 dias úteis para apresentar plano de contingência diante da greve dos metroviários prevista para 1º de setembro, após convocação de assembleia que pode definir a paralisação total do sistema metroviário do Distrito Federal.
Contexto Institucional e Desafio da Contingência
A Comissão, presidida pelo deputado distrital Max Maciel (PSol), formalizou exigência técnica à Semob-DF por meio de ofício oficial protocolado em 31/8, demandando não apenas o detalhamento das medidas operacionais para garantir mobilidade urbana em caso de paralisação, mas também a definição clara das linhas de ônibus a serem reforçadas e a estratégia de comunicação institucional para evitar pânico e garantir transparência com a população.
O movimento sindical, representada pelo Sindmetrô-DF, aciona a categoria em assembleia geral extraordinária marcada para a noite do mesmo dia, com a diretora Neiva Lopes ressaltando que a única via para cancelamento da greve reside na aceitação da proposta do CEJUSC pelo GDF e pela Metrô-DF, enquanto a governadora Celina Leão (PP) sinaliza possibilidade de ação judicial preventiva, alegando que paralisações eleitorais podem ter caráter político e configurar cerceamento do direito constitucional à manifestação.
A Semob-DF assegura que o Metrô-DF operará à 80% da capacidade em caso de greve, com reforço estratégico de linhas de ônibus para mitigar impactos na mobilidade urbana.
Repercussão Política e Desdobramentos Iminentes
A governadora Celina Leão reiterou que eventuais paralisações durante período eleitoral demandam análise rigorosa sobre seus efeitos democráticos, afirmando que o Judiciário está à disposição para interceptar medidas que, ainda que legalmente legítimas, possam comprometer a continuidade dos serviços essenciais ou distorcer o cenário político vigente.
Com a data da assembleia se aproximando e o prazo de resposta da Semob correndo em paralelo, os próximos passos incluem a apreciação das propostas técnicas pela comissão, eventual entrada com ação liminar no Tribunal de Contas ou no Judiciário Estadual, e a definição definitiva do rumo do transporte coletivo distritano nos dias imediatos.



