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Polícia

MPT acusa diplomata aposentada e filho de manter doméstica em trabalho escravo no Lago Sul

PorThamires AlmeidaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 10:38
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MPT acusa diplomata aposentada e filho de manter doméstica em trabalho escravo no Lago Sul
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil contra a diplomata aposentada Vera Lúcia Barouin Crivano Machado e o filho Rodrigo Barouin Crivano Machado por manterem uma empregada doméstica em condições análogas à escravidão no Lago Sul, no Distrito Federal
  • A trabalhadora, de 68 anos, prestou serviço contínuo por cerca de 35 anos sem vínculo empregatício, mesmo após a aposentadoria de seis anos da proprietária, recebendo salário de pouco mais de R$ 4 mil
  • O MPT identificou exploração afetiva, utilizando do carinho da trabalhadora por Vera Lúcia, com Alzheimer, como mecanismo de controle e naturalização da exploração, configurando violação ao trabalho decente
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil contra a diplomata aposentada Vera Lúcia Barouin Crivano Machado e seu filho, Rodrigo Barouin Crivano Machado, por manterem uma empregada doméstica em condições análogas à escravidão no Lago Sul, no Distrito Federal, onde a trabalhadora de 68 anos prestou serviço contínuo por cerca de 35 anos sem vínculo empregatício, mesmo após a aposentadoria da proprietária.

Contextos Institucionais e Antecedentes da Denúncia

A investigação do MPT revelou que a empregada, que iniciou suas atividades há mais de três décadas sem registro formal de trabalho, continuou a prestar serviços à família após o afastamento de Vera Lúcia da carreira diplomática em 2016, quando assumiu cargo de ministra da primeira classe, sendo mantida sob condições que violação ao trabalho decente, com remuneração equivalente a pouco mais de R$ 4 mil e ausência de vínculo empregatício.

A análise técnica do documento ministerial identificou padrão de exploração afetiva, no qual o carinho da trabalhadora por Vera Lúcia, acometida por Alzheimer e incapaz de se deslocar sem supervisão constante, foi utilizado como instrumento de controle, naturalizando a subjugação laboral por meio de dependência emocional e imposição moral sob o rótulo de dever familiar.

Ponto de Destaque

A doméstica acumulou 35 anos de trabalho contínuo sem vínculo empregatício em uma residência localizada no Lago Sul.

Repercussões Jurídicas e Desdobramentos Imediatos

O MPT destacou que a conduta configura violação aos princípios do Estatuto da Igualdade e da Constituição Federal, com base na alínea 'a' do artigo 7º da Lei nº 6.019/73 (Consolidação das Leis do Trabalho), uma vez que a ausência de registro e jornada excessiva caracterizam trabalho forçado.

O Ministério Público informou que segue à disposição das autoridades competentes para eventual responsabilização criminal e indenizatória, enquanto o processo aguarda apreciação na Justiça do Trabalho.

Atenção / Ponto Crítico
A ação civil propiciará sanções que podem incluir multas milionárias e até prisão por crime contra os direitos humanos do trabalho.

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