Na sequência de declarações públicas que repercutiram nos mercados financeiros internacionais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter instruído o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a intervir no mercado de títulos durante a semana em curso, afirmando que o chefe da pasta econômica agiu de forma autônoma e baseada em sua análise técnica dos indicadores macroeconômicos.
Apuração e Contexto das Afirmações O ficiais
A apuração jornalística confirmou que Donald Trump, durante coletiva de imprensa na sexta-feira (21), rebateu questionamentos sobre suposta orientação prévia ao secretário Bessent, destacando que 'não, de forma alguma' instruiu qualquer intervenção no mercado de títulos.
O anúncio de Bessent, realizado na quarta-feira (18), ao divulgar previsão de gastos com recompras de títulos do Tesouro acima das expectativas iniciais — cerca de US$ 200 bilhões em operação adicional — provocou volatilidade nos rendimentos dos títulos do longo prazo, os quais despencaram temporariamente antes de se estabilizarem na transição para a sexta-feira.
As quedas iniciais nos rendimentos dos títulos do Tesouro foram revertidas na sexta-feira, sinalizando ajuste técnico imediato do mercado.
Repercussão Jurídica e Estratégia Econômica
Scott Bessent, ex-gestor de fundos de hedge com experiência em dívida soberana, reiterou que o Tesouro está apto a intensificar as recompras de títulos após o anúncio de expansão fiscal prevista para quarta-feira, reforçando a autonomia técnica do órgão em decisões de política monetária indireta.
Especialistas apontam que a ausência de orientação direta do presidente não invalida a legitimidade das medidas adotadas pelo secretário, já que a política fiscal nos EUA é executada por órgãos descentralizados e técnicos.



