Na tarde de sexta-feira (28/8), Agripino Magalhães Jr., presidente da Associação do O rgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e deputado estadual suplente, recebeu uma ameaça de morte por telefone a partir de número desconhecido, após ter protocolado denúncias junto ao Ministério Público sobre o caso Isabella Nardoni, que já motivou diversas tentativas de intimidação.
Contexto Institucional e Histórico da Ameaça
O boletim de ocorrência registrado em 1º/9 pela Delegacia de Defesa dos Direitos Humanos confirma que o último contato com o número misterioso ocorreu exatamente sete dias após o protocolo formal de representação processual no MP, evidenciando padrão de assédio direcionado à atuação do ativista em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.
Nos últimos quatro meses, Agripino Magalhães Jr. Manteve ativa a denúncia contra o casal Nardoni e Jatobá, cujas prisões foram objeto de revisão pelo Superior Tribunal de Justiça, movimento que coincide com o aumento registrado de ameaças virtuais por meio de mensagens autodestrutivas enviadas por perfis anônimos em plataformas digitais.
Agripino Magalhães Jr. recebeu ameaça explícita: 'se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni... não vai demorar (para) encontrarem o seu cadáver.'
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A Associação do O rgulho LGBTQIAPN+ divulgou nota técnica afirmando que as ameaças fazem parte de um 'padrão sistemático de silenciamento' e reforçou o encaminhamento imediato das evidências ao Ministério Público para investigação penal.
O STJ, por meio de sua Secretaria Judiciária, confirmou o início do julgamento sobre o pedido de revogação da prisão domiciliar do casal Nardoni e Jatobá, medida que, se concedida, pode reacender tensões sociais e jurídicas em torno do caso.



