O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou sua presença no CPAC em Balneário Camboriú, Santa Catarina, neste sábado (6/7), reunindo lideranças da direita em um evento que reúne figuras internacionais como Javier Milei, embora este último tenha decidido não participar da próxima reunião do Mercosul por motivos de agenda. O encontro, que ocorre nos dias 6 e 7 de julho no Expocentro da cidade catarinense, marca a oitava edição do congresso conservador no Brasil e consolida o posicionamento político de Freitas como articulador de uma agenda alinhada com líderes globais da extrema-direita.
Contexto Institucional e Logística do Evento
A apuração jornalística constatou que as equipes de segurança do governador chegaram ao Expocentro na noite de sexta-feira (5/7) para garantir a logística do evento, que reúne milhares de participantes em um cenário marcado pela polarização ideológica. O CPAC, maior evento conservador do mundo, originado nos Estados Unidos nos anos 1970, tem se consolidado como plataforma de articulação entre governos e movimentos políticos de direita, com edições anteriores no Brasil realizadas em São Paulo (2019), Brasília (2021), Campinas (2022), Minas Gerais (2023) e agora em Santa Catarina.
Além da presença de Tarcísio de Freitas, o evento conta com a participação confirmada de figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro, que será representado por vídeo transmitido a partir de Florianópolis, e o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que conduzirá debate sobre segurança pública. O utros nomes confirmados incluem os deputados federais Eduardo Bolsonaro e Níkolas Ferreira, o ministro da Justiça de El Salvador Gustavo Villatoro, o presidente do Partido Republicano do Chile José Antonio Kast e o candidato presidencial mexicano Eduardo Verástegui.
O CPAC reúne mais de 10 mil participantes em Balneário Camboriú, consolidando-se como principal encontro global da direita política.
Repercussão Política e Desafios Internacionais
A ausência anunciada de Javier Milei na próxima reunião do Mercosul em julho, no Paraguai, devido à suposta 'agenda sobrecarregada', reforça a tensão diplomática entre Argentina e Brasil, já que sua participação no CPAC pode ser interpretada como alinhamento com setores mais radicais do espectro político brasileiro. O governo argentino comunicou formalmente que a decisão visa manter foco em compromissos oficiais, mas não mencionou diretamente o evento em solo catarinense.
Especialistas apontam que a presença simultânea de líderes como Milei — ainda que não confirmada para este sábado —, Bolsonaro e autoridades latino-americanas reflete uma estratégia de consolidação de uma nova ordem conservadora nas Américas, com possíveis repercussões para a estrutura do Mercosul e para negociações comerciais em curso.



