A elevação de R$ 77 milhões no teto de repasses federais de saúde para Goiânia, formalizada por meio de portaria assinada pela ministra Nísia Trindade e transmitida à lobista Roberta Luchsinger em 30 de abril de 2024, após encontro presencial com o secretário-executivo Swedenberger Barbosa, revela um padrão de influência política que conjugou negociação direta com autoridades públicas e movimentações financeiras suspeitas dentro do Ministério da Saúde.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A investigação do, baseada em mensagens privadas e documentos oficiais, constatou que a lobista Roberta Luchsinger, ao solicitar ao secretário-executivo Swedenberger Barbosa a ampliação do teto de repasses para Goiânia, recebeu, seis meses depois, a portaria que elevou o valor em R$ 77 milhões, totalizando R$ 279 milhões em verbas destinadas à prefeitura.
O aumento do teto ocorreu durante a gestão de Rogério Cruz (Solidariedade) e foi justificado pelo Ministério da Saúde como resposta a um suposto represamento histórico dos recursos para Média e Alta Complexidade (MAC), embora Goiânia não conste entre as capitais beneficiadas com maiores repasses.
Goiânia recebeu R$ 77 milhões em repasses adicionais para saúde, elevando o total para R$ 279 milhões em menos de seis meses
Repercussão Jurídica e Estratégica
A defesa de Swedenberger Barbosa afirma que todas as transferências obedeceram a critérios técnicos e legais, negando qualquer vínculo indevido com a lobista ou recebimento de presentes dos assessores do presidente Lula.
A Justiça Federal já investiga o caso do empreiteiro Eduardo "DP" Barros, denunciado no orçamento secreto, enquanto o Ministério da Saúde mantém que os repasses foram distribuídos sem distinção regional, apesar das evidências apontarem para negociações diretas com agentes públicos.



