Os democratas conquistaram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas Midterms, realizadas na terça-feira (3), encerrando dois anos de domínio republicano em Washington, D.C. Durante a campanha, o partido argumentou que os republicanos haviam cedido ao presidente Donald Trump prerrogativas constitucionais do Congresso sobre a declaração de guerra e gastos públicos.
Com o controle do Legislativo a partir de janeiro, os democratas poderão definir a pauta de votações e tentar barrar iniciativas do Executivo. Entre os planos estão cortar gastos com defesa, exigir autorização do Congresso para continuar a guerra contra o Irã e aprovar um novo pacote de ajuda à Ucrânia, que pode obter maioria suficiente para derrubar um eventual veto presidencial.
O partido também discute limitar ou encerrar a ajuda militar anual a Israel, atualmente na casa de US$ 3,8 bilhões, devido à conduta do país na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Além disso, democratas buscam restaurar cortes feitos por Trump na ajuda externa e impedir o aumento proposto de 67% no orçamento militar dos EUA.
No que diz respeito à América Latina, parlamentares democratas pediram investigações sobre as ações de Trump na Venezuela e criticaram sanções contra Cuba que punem civis, além de se oporem ao envolvimento do governo norte-americano em eleições estrangeiras.



