Em reunião com funcionários, dono de supermercado em Anajás diz que “todo o inferno” se uniu para eleger Lula e associa religiões afro-brasileiras a práticas demoníacas
Vídeo mostra empresário associando religiões de matriz africana a práticas demoníacas. (Foto: reprodução)
O proprietário do Supermercado Manoel do Carmo, em Anajás, na Ilha do Marajó, é acusado de assédio eleitoral e intolerância religiosa após fazer um discurso político e religioso durante uma reunião com funcionários.
Na gravação, o empresário afirma que “todo o inferno se reuniu para dar vitória para o Lula” e cita praticantes de religiões de matriz africana, candomblé, pessoas que chama de feiticeiros e satanistas. Em outro trecho, declara: “Todo o macumbeiro, todo o feiticeiro, diabolomante, magia negra, candomblé, todos eles, os satanistas, todos se uniram que não querem que o Lula saia do poder”.
O discurso também faz um apelo político aos funcionários cristãos. “Então, você que é cristão, você que teme a Deus, pensa nisso”, diz o empresário, que defende um candidato alinhado ao que chama de “pátria, família, liberdade” e aos valores cristãos.
Apontado como apoiador do senador Flávio Bolsonaro (PL), o proprietário encerra o encontro conduzindo uma oração com os trabalhadores. As declarações levantaram suspeitas de assédio eleitoral, diante da possibilidade de pressão política sobre funcionáriosn e de intolerância religiosa pelos ataques a religiões de matriz africana.
O portal Estado do Pará Online (EPOL) não conseguiu um contato com o empresário.



