Na quarta‑feira (16/9), durante ato do Partido dos Trabalhadores em Ceilândia, o presidente Lula atribuiu à gestão de Ibaneis Rocha e à então vice‑governadora Celina Leão a responsabilidade pela crise financeira que atinge o Banco de Brasília, enquanto a governadora, em agenda de campanha na sexta‑feira (18/9), rebateu a acusação, afirmando que o presidente errou ao usar o tema para fins políticos e que o BRB não será socorrido financeiramente.
Contexto Institucional e Histórico da Crise do BRB
A apuração revelou que o Banco de Brasília, instituição pública há seis décadas, enfrenta atraso na apresentação de balanço e está sob investigação da Polícia Federal e da CVM, que instaurou quatro processos por irregularidades contábeis.
O s vínculos entre o Banco Master, o Vorcaro e as operações de compra de títulos inexistentes no montante de R$ 12 bi, apontados por Lula em 16/9, configuram o cerne da controvérsia e justificam a pressão institucional para esclarecer os fatos.
O BRB comprou títulos inexistentes no valor de R$ 12 bilhões, segundo declaração de Lula em 16/9.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A PF intimou os ex‑diretores Galípolo e Campos Neto a prestar depoimento sobre as operações do Banco Master, enquanto a CVM mantém os processos contra o BRB, sinalizando um cerco regulatório que pode culminar em sanções mais severas.
Celina Leão defendeu a autonomia do banco público, acusando Lula de instrumentalizar a crise para ganho eleitoral e reforçando que a gestão atual não será submetida a intervenções políticas.



