Em decisão que redefine as condições de participação partidária no calendário eleitoral, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a inclusão do Novo entre os partidos com representação parlamentar, garantindo a estes o direito de participar dos debates regionais e presidenciais previstos para setembro e outubro de 2026, conforme previsto na legislação vigente.
Requisitos Legais e Contextualização da Decisão
A inclusão do Novo foi determinada após solicitação formal do Diretório Nacional do partido, que apontou a ausência de convite para os candidatos à Presidência da República, Romeu Zema, à presidência municipal do Distrito Federal, Kiko Caputo, e ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho, nas programações debates oficiais. A decisão foi fundamentada no cumprimento do critério mínimo de cinco parlamentares filiados ao partido no Congresso Nacional, estabelecido pelo artigo 46 da Lei n. 9.504/1997, cujo cumprimento se verificou com a presença de cinco deputados federais em julho de 2026.
A apuração conduzida pela assessoria jurídica do TSE confirmou que a interpretação restritiva que vinculava exclusivamente a legenda à elegibilidade para debates era incompatível com o disposto na Constituição Federal, que assegura o livre exercício do direito de voto e a igualdade de condições para confronto programático entre candidaturas.
Cinco deputados federais filiados ao Novo garantem seu direito constitucional de participar dos debates eleitorais em 2026.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
O ministro Nunes Marques ressaltou que a medida não altera os requisitos formais para a organização dos debates pelas emissoras, mantendo a autonomia das redes para estruturar as programações conforme critérios legais e regulamentares aplicáveis.
Com a inclusão efetivada, os candidatos do Novo terão acesso aos principais palcos de confronto político previstos para setembro e outubro, com debates regionais agendados para terça-feira (29/9) e o debate presidencial marcado para quinta-feira (1º de outubro), ampliando sua presença no cenário eleitoral.



