O psiquiatra e candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) confirmou, em sabatina ao podcast Inteligência Ltda. Em parceria com o, que tem sido procurado diretamente por integrantes da campanha de reeleição de Lula e por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora tenha reiterado que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno, destacando que pesquisas não registradas no TSE o posicionam à frente dos adversários com intenção de voto entre 6% e 7% no primeiro turno.
Contexto Institucional e Estratégico da Campanha de Intenção de Voto
A apuração revelou que Cury, após ultrapassar a marca de dois dígitos percentuais em pesquisa BTG/Nexus — alcançando 11% entre agosto e setembro —, enfrenta recuo progressivo em novos levantamentos, estabilizando-se na terceira colocação com oscilações entre 6% e 7%, em cenário marcado por intensificação da polarização entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, o que evidencia a efemeridade de ganhos temporários em ambientes de alta volatilidade política.
O psiquiatra, escritor e figura midiática, cuja trajetória ascendeu rapidamente após a publicação de obras de crítica psicológica ao cenário político nacional, tem se posicionado como alternativa anti-sistema, o que o tornou alvo de busca por atores políticos interessados em consolidar alianças para um eventual segundo turno, embora tenha descartado qualquer filiação formal ou apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro, reforçando sua estratégia de independência como diferencial eleitoral.
Cury afirmou que pesquisas não registradas no TSE o colocam na frente de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Repercussão Política e Desdobramentos da Intenção de Voto
A Justiça Eleitoral e órgãos reguladores já sinalizaram atenção quanto à validade de pesquisas não oficializadas, enquanto partidos tradicionais reiteram a necessidade de cumprimento do calendário eleitoral formal, e especialistas apontam que a oscilação na intenção de voto reflete tanto a fragilidade quanto o potencial de mobilização de um eleitorado indeciso em ano de transição institucional.
Com a proximidade do segundo turno previsto para outubro, Cury deve intensificar sua agenda de visitas regionais e entrevistas para consolidar sua base eleitoral fora dos grandes centros, enquanto os partidos Lula e Bolsonaro buscam neutralizar sua influência ao adotar posturas menos polarizadoras em regiões onde seu apoio pode ser decisivo.



