A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (02) o pedido de emergência do presidente Donald Trump para obrigar a Califórnia a separar milhares de cédulas eleitorais suspeitas de terem sido depositadas por não cidadãos. A decisão foi tomada em um prazo excepcionalmente curto e sem que a Corte explicasse os motivos, limitando-se a emitir uma ordem de uma única frase, sem registro de votos divergentes.
O Departamento de Justiça, representado pelo procurador-geral D. John Sauer, argumentou que mais de 20 mil pessoas poderiam estar registradas para votar na Califórnia sem serem cidadãs americanas. Sauer solicitou que essas cédulas fossem separadas até que as acusações fossem esclarecidas, classificando a medida como uma 'solução modesta'.
Grupos de defesa dos direitos dos eleitores e o estado da Califórnia contestaram os argumentos, afirmando que as evidências apresentadas pelo governo são incertas e colocam em risco o direito de voto de cidadãos americanos. Eles também apontaram que o governo federal não tem autoridade para determinar como as autoridades estaduais devem conduzir o processo eleitoral.
Tribunais federais inferiores já haviam decidido contra Trump, incluindo o Tribunal de Apelações do 9º Circuito, que impediu a interferência federal na contagem das cédulas enviadas pelo correio. O tribunal concluiu que sugestões para mudanças nos procedimentos eleitorais devem ser apresentadas ao Congresso, e não aos tribunais.



