Na madrugada de 5 de janeiro, um assalto a um caminhão de laticínios na BR-116, em Campina Grande do Sul (PR), resultou em acidente que vitimou seis pessoas e culminou na condenação judicial de três homens a somadas penas de 231 anos de cadeia, após constatação de latrocínio consumado e tentado, associação criminosa e roubo majorado.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A Justiça do Paraná, por meio da 5ª Vara Criminal, concluiu o julgamento contra Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento, responsáveis pelo crime ocorrido na madrugada de 5 de janeiro, quando interceptaram uma carreta transportando cerca de R$ 848 mil em queijos na BR-116.
A investigação, coordenada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), evidenciou o uso de tecnologia de bloqueio remoto para imobilizar o veículo após o assalto, medida que impediu a fuga imediata dos criminosos e contribuiu para o desgovernado tombamento do caminhão, que atingiu uma van com 21 passageiros em retorno de culto religioso em São Paulo.
As penas somadas alcançam 231 anos de prisão por crimes que resultaram na morte de seis pessoas durante assalto a caminhão na BR-116
Repercussão Jurídica e Consequências da Sentença
O juiz federal responsável pelo caso destacou a gravidade das condutas, considerando o latrocínio consumado, a associação criminosa estruturada e o risco extremo imposto à vida dos ocupantes da van, com sentença que reforça a aplicação rigorosa das leis penais para crimes com múltiplas vítimas fatais.
Especialistas em direito penal apontam que as penas individuais — 83 anos para Leonardo de Haro do Nascimento, 68 anos para Juliano dos Santos da Silva e 79 anos para Douglas Radoski Fernandes de Lima — configuram um dos casos mais severos já julgados no Estado em termos de duração total do cárcere.



