O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) indeferiu, na terça-feira (8/9), o pedido de liminar apresentado pela Assembléia Legislativa Paulista (Alesp) para suspender a exibição da entrevista concedida pelo deputado Ricardo Salles (Novo-SP) ao, na qual o parlamentar acusou o ex-assessor de André do Prado (PL-SP) de ter praticado centenas de atos de estupro.
Contexto Institucional e Procedimentos Legais da Ação Cautelar
A decisão do TRE-SP, fundamentada em análise técnica e jurisprudencial, confirmou que o pedido de retirada da entrevista não atende aos requisitos previstos no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, relativos à liberdade de expressão e ao direito à ampla defesa, uma vez que o conteúdo denunciado já havia sido amplamente apurado e não caracteriza crime em andamento que justificasse medida liminar antecipada.
O caso teve origem na denúncia de Ricardo Salles de que o ex-chefe de gabinete de André do Prado teria estuprado mais de 700 vezes a própria filha e as netas, acusação que, embora grave, já havia sido objeto de investigação pelo Ministério Público e julgada em sentença definitiva no ano passado, condenando José Renato da Silva a mais de 1.900 atos de abuso contra menores.
O ex-assessor foi sentenciado por estuprar as netas mais de 1.900 vezes, configurando um dos crimes sexuais mais gravosos já julgados no Brasil.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuros
A Alesp, representada por seus advogados, argumentou que a veiculação do conteúdo poderia prejudicar a honra do parlamentar e configurou violação ao princípio da dignidade humana, porém o TRE-SP considerou que a matéria jornalística se insere no legítimo interesse público, especialmente em razão do caráter eleitoral da disputa pelo Senado.
Com a rejeição da liminar, a entrevista permanece em cartaz no portal do, enquanto André do Prado repudia as acusações como 'falsas' e sinaliza que seguirá com sua campanha, mesmo diante do embate midiático que recrudesceu nos últimos dias.



