Na esteira dos últimos ciclos eleitorais presidenciais, o mercado imobiliário brasileiro registrou uma leve desaceleração em períodos específicos de transição, com variações que não se equiparavam à percepção generalizada de paralisação total impulsionada por incertezas políticas, conforme evidenciado pela análise de Duda Herriot, colunista especializada em economia e mercado imobiliário.
Análise Quantitativa e Contextualização dos Desempenhos Eleitorais
A colunista da, Duda Herriot, demonstrou, com base em dados históricos das últimas cinco eleições presidenciais, que a retração nas vendas de imóveis durante os períodos de transição entre turnos eleitorais oscila significativamente entre as principais brasileiras, com reduções que variam de 5% a 20%, sendo São Paulo a cidade com maior volatilidade percentual ao longo do tempo e Belo Horizonte apresentando queda mais acentuada de cerca de 15% no intervalo de três semanas entre os turnos.
Essa dinâmica contradiz a narrativa hegemônica de que as eleições gerariam congelamento prolongado do setor, revelando, ao contrário, uma adaptação rápida do mercado às variações temporais, com recuperação imediata após o segundo turno e influência mais relevante dos fatores macroeconômicos, especialmente a taxa de juros, do que da conjuntura política imediata.
A queda nas vendas durante o intervalo eleitoral foi de 20% em São Paulo nas primeiras eleições analisadas e chegou a apenas 5% nas mais recentes, demonstrando progressiva estabilização do setor diante da volatilidade política.
Repercussão Institucional e O rientações Estratégicas para o Setor
As autoridades competentes mantêm monitoramento contínuo dos indicadores imobiliários em conexão direta com os desdobramentos eleitorais, conforme confirma a Secretaria de Construção e Habitação, que ressalta a necessidade de decisões embasadas em indicadores técnicos e não em projeções subjetivas vinculadas à calendarização política.
Duda Herriot orientou que vendedores devem manter os imóveis ativos nos canais de divulgação durante o período eleitoral para evitar perdas de exposição, enquanto compradores precisam focar na métrica do valor do metro quadrado, já que este permanece estável independentemente da conjuntura política, diferentemente da percepção comum de que há janelas de oportunidade tarifárias nesse contexto.



