O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, revelou que a instituição já conta com 3 milhões de clientes utilizando a plataforma de inteligência artificial IAI — Inteligência Artificial Itaú —, seu serviço de inteligência artificial generativa voltado ao público bancário, e projeta alcançar 100% da base de clientes até o final de 2024, consolidando-se como o primeiro banco brasileiro a oferecer solução conversacional integrada ao cotidiano financeiro sem exigir navegação por menus tradicionais.
Inovação Tecnológica e Estratégia de Mercado do Itaú
A construção da base tecnológica do IAI, conforme detalhado por Maluhy em entrevista ao Cast, demandou investimentos estratégicos nos últimos dois anos, incluindo o desenvolvimento do Pix via WhatsApp, a plataforma digital para pequenas empresas com IA generativa e um assessor de investimentos autônomo baseado em inteligência artificial. O lançamento oficial do IAI representa a materialização dessa trajetória, com foco em democratizar o acesso à tecnologia avançada por meio de uma interface conversacional capaz de interpretar solicitações em linguagem natural e oferecer respostas personalizadas, eliminando a necessidade de interação hierárquica com sistemas rígidos.
Antecedentemente, o banco já havia consolidado sua aposta em inovação digital ao integrar recursos como o Pix em tempo real ao ecossistema de mensageria e investir em automação de processos críticos, como análise de crédito. O IAI, entretanto, eleva esse movimento ao nível estratégico, alinhando-se à tendência global de hiperpersonalização e à demanda crescente por serviços financeiros ágeis e adaptados ao perfil individual do cliente.
Milton Maluhy afirma que 3 milhões de clientes já utilizam o IAI e que 100% da base terá acesso até o final do ano
Repercussão Setorial e Desafios da Disrupção Tecnológica
A declaração de Maluhy sobre a 'disciplina' e 'visão de longo prazo' reforça a estratégia institucional centrada na gestão rigorosa de risco e na alocação eficiente de capital como pilares da transformação digital, enquanto especialistas apontam que a adoção massiva de IA no setor bancário exige salvaguardas robustas para a privacidade dos dados e a governança ética dos algoritmos. A iniciativa do Itaú, ao ser considerada inédita no Brasil, pressiona concorrentes a acelerarem seus próprios projetos em IA generativa para manter competitividade no mercado pós-pandêmico.
O executivo ressaltou que a autodisrupção interna — ou seja, a substituição proativa de modelos operacionais consolidados por tecnologias emergentes — é essencial para evitar que terceiros assumam esse papel, destacando que 'melhor que a gente faça antes que alguém faça por nós' simboliza uma aposta de liderança proativa frente à volatilidade do setor financeiro.



