Quase 600 mil pessoas foram às ruas da França nesta quinta-feira (5), segundo estimativa do Ministério do Interior, marcando o dia com maior número de protestos desde o início da atual onda de agitação em setembro. O ministro havia inicialmente estimado 270 mil manifestantes às 13h, sem incluir Paris, onde uma marcha começou durante a tarde. As autoridades indicam que as manifestações não atingem a mesma proporção dos protestos contra a reforma da previdência de 2023.
O governo francês mobilizou cerca de 70 mil policiais em todo o país para conter tensões após tumultos e saques ocorridos em 17 de outubro, que deixaram lojas e prédios públicos danificados. A porta-voz do governo, Maud Bregeon, afirmou que está fora de cogitação reviver os acontecimentos daquele dia. Diversos sindicatos convocaram a greve nacional, representando setores como educação, correios, saúde e transportes.
Os serviços essenciais foram impactados de forma desigual: cerca de 13% dos profissionais da rede escolar participam da greve, afetando aproximadamente 19% das escolas e 18% das instituições de ensino superior; cerca de um terço das universidades apresentou interrupções nas atividades. Nos hospitais públicos, apenas cerca de 4% dos funcionários estão em greve e não foram relatadas interrupções significativas nos serviços de saúde. No transporte, quatro em cada dez trens programados foram cancelados, embora parte dos cancelamentos se deva a outros fatores, como indisponibilidade de equipamentos.



