Em 2022, apenas 29% das pessoas com deficiência no Brasil encontravam-se empregadas, índice que evidencia profunda desigualdade de acesso ao mercado de trabalho e contrasta marcadamente com a taxa de ocupação de 55,8% registrada entre a população sem deficiência, segundo levantamento do IBGE divulgado em 18 de junho.
Diagnóstico Quantitativo das Desigualdades de Inclusão Laboral
A análise do estudo 'Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil', conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a taxa de ocupação entre indivíduos com limitações físicas, sensoriais ou mentais permanece significativamente aquém dos padrões nacionais, com diferença de 26,8 pontos percentuais em relação à população geral.
O recorte detalhado por intensidade da deficiência demonstra que a barreira para inserção no mercado de trabalho se acentua conforme a gravidade da limitação: enquanto 35,9% das pessoas com dificuldade para enxergar conseguiam emprego, apenas 12,9% das com restrição às funções mentais estavam inseridas no âmbito laboral, evidenciando o caráter estrutural das desigualdades.
Apenas 29% das pessoas com deficiência estavam empregadas em 2022, índice muito inferior à taxa de 55,8% observada entre pessoas sem deficiência.
Repercussão Institucional e Perspectivas de Revisão de Políticas Públicas
O Ministério da Cidadania, responsável pela formulação de políticas de inclusão, destacou que os números reforçam a necessidade de ampliar ações afirmativas e intensificar programas específicos voltados à geração de oportunidades para pessoas com deficiência em diferentes faixas etárias e regiões.
Especialistas apontam que o próximo passo envolve a revisão do Marco Legal da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) para garantir mecanismos mais eficazes de fiscalização e incentivo à contratação no setor privado.



