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Economia

Trabalhadores informais de SP esperam reconhecimento e proteção na gestão Lula

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:30
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Trabalhadores informais de SP esperam reconhecimento e proteção na gestão Lula
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lula foi reeleito e prometeu maior participação popular nas decisões do próximo mandato.
  • Ambulantes e entregadores buscam estabilidade, reconhecimento e garantias fora do regime CLT.
  • Luana Gomes trabalha com barraquinha na Vila Clementino e sonha com um quiosque fixo apesar da liberdade do autônomo.
Resumo Editorial

Reportagem ouviu ambulantes, entregadores e motoboys sobre as expectativas para o novo mandato do presidente Lula, destacando a busca por estabilidade, regulamentação e maior visibilidade para quem atua fora da CLT nas ruas de São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito e afirmou, em discurso na Avenida Paulista, que seu próximo mandato será marcado por maior ouvidoria à população. Com isso, trabalhadores informais, ambulantes e entregadores por aplicativo passaram a listar demandas que envolvem estabilidade, reconhecimento e garantias mínimas diante das adversidades do dia a dia.

Luana Gomes, de 32 anos, trabalha com uma barraquinha de lanches e tapiocas na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Ela valoriza a liberdade do trabalho autônomo, mas lembra que ficar doente ou faltar significa não ter qualquer garantia de renda. Mesmo com o Termo de Permissão de Uso obtido pelo programa “Tô legal”, da Prefeitura de São Paulo, que a protege de abordagens policiais e fiscais, ela ainda sonha com um quiosque fixo no calçadão.

O motoboy Juan Souza, de 21 anos, integra uma parcela que se recusa ao modelo CLT porque considera que o trabalho por conta própria permite gerenciar o próprio tempo e dinheiro. No entanto, ele cobra do governo federal mais benefícios e credibilidade para os autônomos que atuam nas ruas, além de ações contra o preconceito enfrentado pela categoria.

No Brás, região de comércio popular da capital paulista, vendedores de roupa, coco, frutas e salgadinhos relatam viver na total informalidade. Alguns evitaram mostrar o rosto por medo de ficarem visados pelas autoridades. Um ambulante da região diz que apenas quer trabalhar sem sofrer perdas com apreensões, que podem causar prejuízos de até R$ 2 mil quando incluem o carrinho de trabalho.

O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da ESPM e da Fesp-SP, avalia que o PT precisa se adaptar às novas formas de trabalho. Ele menciona programas voltados a motoristas de aplicativo e microempreendedores individuais, como anistia de dívidas e incentivos, mas defende a criação de regulamentação mínima que garanta direitos a esses trabalhadores.

Segundo Ramirez, muitos informais são influenciados por discursos neoliberais que exaltam o esforço individual como caminho para ascensão financeira. O especialista alerta para o risco de exploração nesse novo mundo do trabalho e sugere que o governo amplie a defesa dos direitos trabalhistas também para pequenos empreendedores e trabalhadores informais.

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