O ex-jogador italiano Gennaro Gattuso, atual técnico da Lazio, revelou que mantém há 15 anos um tratamento com cortisona para controlar a miastenia gravis ocular, condição que compromete sua visão e exige a ingestão diária do corticoide para enxergar normalmente, além de abster-se de álcool há quase sete anos.
Contexto Médico e Trajetória Pessoal do Técnico Esportivo
Gattuso, ícone do futebol mundial após conquistar a Copa do Mundo de 2006 com a Itália, discorreu sobre sua rotina terapêutica durante participação no Festival dello Sport, onde afirmou que o uso prolongado de cortisona – comercializada como Diprospan – é indispensável para evitar sintomas que afetam diretamente sua capacidade visual.
A doença autoimune, que provoca fraqueza nos músculos volúntes e afeta especificamente os olhos e pálpebras na forma ocular, obrigou o ex-meia a adaptar hábitos cotidianos, incluindo a eliminação total de bebidas alcoólicas desde 2017 para evitar interações farmacológicas e complicações metabólicas associadas ao tratamento.
Gattuso afirmou que, sem o uso contínuo de cortisona, a miastenia gravis ocular o impediria de enxergar corretamente há mais de uma década.
Impactos Profissionais e Desafios Pós-Eleitorais
A desilusão decorrente da eliminação da seleção italiana nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 – ocorrida após empate nos pênaltis contra Bósnia e Herzegovina – gerou insônia crônica e abalo emocional no técnico, conforme relatos em que ele reconheceu dificuldades para dormir nos meses subsequentes ao confronto decisivo.
Apesar da frustração esportiva, Gattuso reforçou sua postura resiliente ao afirmar pertencer à categoria de quem 'não se deixa dominar' pela condição, mantendo compromisso com o tratamento diário e com a gestão técnica da Lazio em meio à contínua cobrança de resultados.
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