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Esportes

Paysandu prioriza finanças e estruturação, rejeita pressão por acesso imediato à Série B

PorKaio RodriguesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 00:26
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Paysandu prioriza finanças e estruturação, rejeita pressão por acesso imediato à Série B
Fatos Rápidos da Notícia
  • O presidente Márcio Tuma defendeu o planejamento financeiro do Paysandu e afirmou que o retorno à Série B não pode ocorrer a qualquer preço
  • A diretoria do Paysandu encerrou a temporada sem acesso à Série B e justificou a ausência de investimentos além do orçamento disponível
  • O clube adquiriu um terreno na Travessa do Chaco, ao lado da Curuzu, para possível construção de alojamento para categorias de base ou ampliação da estrutura do estádio
Resumo Editorial

Paysandu adota gestão financeira responsável, priorizando liquidez e projetos estruturais para garantir retorno à Série B em 2027 sem sacrifícios imediatos.

Em uma semana de reflexões sobre o encerramento da temporada e os rumos do clube, o presidente Márcio Tuma conduziu a primeira entrevista coletiva após a frustração esportiva, afirmando que o retorno à Série B não se alcançará mediante sacrifícios estruturais, mas por meio de planejamento financeiro rigoroso e investimentos estratégicos para o futuro.

Contexto Institucional e Decisões Estratégicas da Gestão

O presidente Márcio Tuma, em entrevista concedida na noite de segunda-feira (19), à imprensa na Curuzu, rebateu críticas à suposta inação na contratação de reforços, defendendo que as escolhas da diretoria foram pautadas por um planejamento financeiro consolidado e não por ausência de ambição esportiva. O clube encerrou o campeonato sem acesso à Série B, fato que demandou explicações à torcida acerca da ausência de investimentos extraordinários além do orçamento previamente definido.

A diretoria optou por preservar a liquidez do caixa, alocando recursos para obrigações operacionais, rescisões contratuais e cumprimento de prazos financeiros que poderiam comprometer a estabilidade institucional. A aquisição de um terreno na Travessa do Chaco, localizado ao lado da Curuzu, foi destacada como parte de um projeto de longo prazo para ampliar a infraestrutura da base ou modernizar o estádio, sinalizando que projetos estruturais não foram adiados por falta de interesse, mas por necessidade de responsabilidade fiscal.

Ponto de Destaque

O Paysandu encerrou 2026 sem acesso à Série B após ficar a um gol do objetivo máximo da temporada.

Repercussão Institucional e Perspectivas para 2027

O presidente reafirmou que o modelo adotado busca equilibrar resultados imediatos com a sustentabilidade financeira, contrariando a narrativa de que o clube teria preferido guardar recursos em vez de investir no acesso. Segundo Tuma, o planejamento anual considera fluxos irregulares de receita — como o pagamento único do patrocínio do Banpará — e prevê compromissos futuros, incluindo salários e rescisões em períodos sem atividades oficiais.

Com foco no horizonte de 2027, a gestão ressalta que manter o superávit atual permitirá reforçar o elenco e estruturar projetos como o alojamento da base ou expansão do estádio sem comprometer a saúde financeira. Tuma enfatiza que decisões estratégicas não serão tomadas sob pressão esportiva, mas com base em governança corporativa e planejamento de longo prazo.

Atenção / Ponto Crítico
O clube tem até 30 dias para apresentar plano de investimento formal à CBF e garantir licenciamento para as competições de 2027.

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