Flávio Bolsonaro afirmou que indicará o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, para a presidência da Casa. O anúncio foi feito durante transmissão ao vivo após o senador deixar o Brasil, na qual defendeu que o Congresso seja a principal trincheira de oposição ao novo mandato de Lula.
Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, disputa o comando do Senado com Davi Alcolumbre, atual presidente que busca a reeleição com respaldo do governo, e com a possível candidatura de Tereza Cristina. Alcolumbre tem articulado uma agenda de pacificação que inclui a possibilidade de anistia ou indulto a Jair Bolsonaro para atrair apoio da direita.
Durante a fala, Flávio criticou as propostas econômicas do governo federal e previu um agravamento da situação do país. O senador classificou como "nojentas" as tentativas de negociação que utilizam a liberdade de seu pai como instrumento político e disse que pretende continuar atuando politicamente no exterior.
Flávio deixou o Brasil após ser derrotado no segundo turno pela candidatura de Lula e viajou para os Estados Unidos com a família. Antes disso, havia sido intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega irregularidades.
