O presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer fazer do novo Ministério da Segurança Pública o carro-chefe de seu quarto mandato.
O petista tem afirmado que a esquerda precisa fortalecer sua atuação junto ao tema, que hoje é capitaneado pela direita, sobretudo em disputas nacionais.
E que, apesar da queda dos índices nacionais de homicídios, a sensação de insegurança aumentou no país e foi uma das principais queixas da população na eleição presidencial.
Por isso, o presidente avalia um nome de peso para assumir a pasta, que será criada ainda neste ano com a aprovação da PEC da Segurança Publica.
Hoje, os favoritos são o promotor Lincoln Gakiya, o senador Camilo Santana e o secretário Chico Lucas.
Gakiya é hoje a personificação em São Paulo do combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e já disse que aceitaria assumir a pasta caso seja convidado.
No caso de Lucas, ele é secretário nacional de Segurança Pública e atuou no Piauí com medidas eficazes de redução de roubos de celulares, além de ser o favorito do governador Rafael Fonteles.
Santana também é citado por ter se destacado, como governador do Ceará, no combate a facções criminosas e na crise penitenciária de 2016 a 2019.
No caso de Santana, defensores de sua indicação citam a disputa presidencial de 2030. Já que o petista é cotado para ser o sucessor de Lula, ele teria destaque à frente da pasta para desenvolver bandeiras na segurança pública.
A avaliação é de que, assim, a imagem seria fortalecida para um eventual embate contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, hoje favorito da direita para a próxima sucessão ao Palácio do Planalto.



